Bahia, 28 de Agosto de 2026
Por: A Gazeta Bahia
28/08/2026 - 07:46:38

Nos últimos anos, e de maneira ainda mais perceptível recentemente, a população de diferentes faixas etárias parece estar vivendo sob uma constante pressão emocional. Jovens, adultos e idosos convivem diariamente com tensão, ansiedade, inquietação, preocupação excessiva e uma sensação permanente de que é preciso estar sempre alerta.

Essa realidade tem afetado a qualidade de vida e roubado a tranquilidade de muitas pessoas. O mundo moderno trouxe facilidades, mas também uma avalanche de informações, cobranças, conflitos, incertezas e estímulos que não dão trégua à mente.

Mas afinal, o que está por trás desse fenômeno?

Não existe uma única resposta. O uso excessivo e permanente dos celulares, a exposição contínua às redes sociais, o excesso de notícias negativas, as dificuldades econômicas, os problemas familiares e profissionais e o próprio ritmo acelerado da vida contemporânea são fatores que podem contribuir para o aumento do estresse e da ansiedade.

Também existem discussões e dúvidas na sociedade sobre outros possíveis fatores, inclusive os efeitos de medicamentos e vacinas utilizados durante a pandemia da Covid-19. Entretanto, não se deve atribuir a eles, sem evidências científicas, o aumento dos quadros de ansiedade ou outros problemas emocionais.

O fato é que vivemos em uma sociedade cada vez mais conectada e, paradoxalmente, cada vez mais inquieta. O celular está presente na mão, na mesa, no trabalho, na cama e até nos momentos que deveriam ser destinados ao descanso.

É preciso recuperar o silêncio, a convivência, o diálogo, o sono adequado, a atividade física e os momentos longe das telas. E, principalmente, compreender que sofrimento emocional persistente não deve ser tratado como frescura ou falta de força de vontade.

A ansiedade pode ser séria e, quando interfere na vida cotidiana, merece atenção e acompanhamento profissional.

Talvez uma das grandes perguntas do nosso tempo seja justamente esta: estamos usando a tecnologia para facilitar nossas vidas ou estamos permitindo que ela passe a controlar nossas vidas?

Enquanto buscamos respostas, uma coisa parece cada vez mais necessária: desacelerar, respirar e cuidar da mente com a mesma importância com que cuidamos do corpo.

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