
O preço do litro do diesel convencional subiu pelo menos R$ 1 em 13 Estados desde o início da guerra no Oriente Médio: Bahia, Goiás, Tocantins, Sergipe, Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Piauí e Rio Grande do Sul.
Goiás e Tocantins também registraram altas próximas a 30%. O combustível ficou R$ 1,71 mais caro para os goianos e subiu R$ 1,58 no Estado nortista.
Também integram a lista de maiores variações os 3 maiores importadores de diesel do país: Maranhão, São Paulo e Paraná. Juntos, os 3 Estados responderam por 70% das importações do combustível em 2025.
Com exceção de Tocantins e Pará, os outros Estados no Norte registraram as menores variações. O Amapá praticamente não sentiu o choque: alta de apenas R$ 0,06, ou 0,9%.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta convencer os Estados a aderirem à uma proposta de subvenção do
diesel para enfrentar a alta recente nos combustíveis, que reflete o avanço do preço do barril de petróleo Brent, que estava em US$ 100,9 na 5ª feira (25.mar.2026).
A cotação do Brent, referência no mercado de petróleo, é pressionada pela escalada do conflito de Estados Unidos e Israel contra o Irã. A nova proposta do Ministério da Fazenda estabelece subvenção de R$ 1,20 por litro, dividida meio a meio entre União e Estados, com impacto estimado de R$ 1,5 bilhão para cada parte ao longo de 2 meses.
A decisão de aderir às subvenções pode ser tomada unilateralmente por alguma UF (Unidade da Federação), mas a eficácia da medida depende da coordenação entre os estados.
A medida depende da adesão de Estados governados pela oposição, como São Paulo e Paraná, que estão entre os maiores
importadores do combustível. Em 2025, os 2 Estados responderam por 42% do diesel importado no Brasil. Sem esses entes, a eficácia do plano ficará limitada.
O combustível subiu em média R$ 0,96 em Estados governados pela oposição ao governo. Além disso, a média do preço do
combustível é superior nesses Estados: R$ 7,27 por litro, ante R$ 7,07 nos Estados aliados do executivo federal.
O prazo dado pela Fazenda para uma definição é esta 6ª feira (27.mar.2026), depois de reuniões do Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal) e do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).
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