
Tirar a primeira CNH em 2026 pode custar, na prática, de algo perto de R$ 1.000 a mais de R$ 4.000, dependendo principalmente de quanto você vai pagar nas aulas práticas (CFC/autoescola), de quantas tentativas precisará nas provas e de taxas estaduais (que variam bastante).
A grande mudança de 2025/2026 é que parte do processo ficou mais flexível e tende a ficar mais barata, porque o curso teórico pode ser feito fora da autoescola (inclusive em canal oficial digital) e porque os exames médico e psicológico passaram a ter teto nacional de preço fixado pela Senatran.
O que, exatamente, você paga para tirar CNH em 2026
Quando alguém pergunta “quanto custa tirar CNH”, a resposta correta é: você paga por (1) taxas públicas, (2) exames, (3) formação/serviços privados, e às vezes (4) itens novos/condicionantes legais (como exame toxicológico, quando aplicável).
Em 2026, a estrutura típica de custos da primeira habilitação (A, B ou AB) costuma envolver:
Abertura do processo / Renach / biometria (taxas do Detran do seu estado)
Exames: aptidão física e mental (médico) e avaliação psicológica
Curso teórico (agora com mais opções de onde fazer)
Prova teórica (taxa do Detran)
Aulas práticas (o “coração” do custo)
Prova prática (taxa do Detran)
Emissão da PPD (Permissão para Dirigir) e depois a CNH definitiva
A parte que mais pesa quase sempre é aulas práticas (pacote do CFC/autoescola e/ou contratação de instrutor/estrutura), porque é um serviço privado com variação de preço por cidade, demanda, frota, combustível, instrutor, etc.
Por que o preço da CNH muda tanto de um estado para outro
Mesmo com regras nacionais para o processo, o custo final oscila porque:
Taxas do Detran variam por estado (e às vezes por tipo de serviço)
Autoescolas variam por cidade/bairro, concorrência e “pacotes”
Reprovações geram novas taxas (e podem exigir novas aulas)
O candidato pode escolher caminhos diferentes no curso teórico (o que pode reduzir ou aumentar custo)
Ou seja: duas pessoas tirando CNH no mesmo ano podem pagar valores muito diferentes só por estarem em estados distintos ou por escolherem estratégias diferentes.
Mudanças relevantes de 2025/2026 que impactam o custo
Aqui entram as novidades que você pediu para considerar: resoluções recentes do Contran e medidas do governo em 2025/2026 que mexem no bolso do candidato.
Curso teórico mais flexível e com opção oficial digital
A Resolução Contran nº 1.020/2025 reorganiza o processo e deixa explícito que, após formalizar o requerimento, o candidato pode fazer o curso teórico por diferentes provedores, inclusive pelo órgão máximo executivo de trânsito da União, em EaD (assíncrono), além de autoescolas, escolas públicas de trânsito e entidades EaD. E mais: não há carga horária mínima nacional pré-definida para esse curso teórico, desde que respeite conteúdo e diretrizes do órgão máximo.
Na prática, isso tende a baratear para quem antes era “empurrado” a pagar um pacote teórico fechado na autoescola, mesmo quando já tinha capacidade de estudar por conta.
Teto nacional para exames médico e psicológico
A Medida Provisória nº 1.327/2025 trouxe mudança importante: os valores dos exames de aptidão física e mental e avaliação psicológica passam a observar preço público fixado pelo órgão máximo executivo de trânsito da União, conforme regulamentação do Contran.
Depois, foi divulgado teto nacional, com ampla repercussão: o somatório dos exames (médico + psicológico) ficou limitado, com referência recorrente ao total de R$ 180 como teto.
Na prática, isso reduz uma parte do custo que, em alguns estados, era bem mais alta.
Exame toxicológico na 1ª CNH (categorias A e B)
Outra mudança que pode aumentar o custo em 2026 (para muitos candidatos) é a exigência de exame toxicológico negativo como condição para a primeira habilitação (PPD) nas categorias A e B, conforme dispositivo ligado à Lei nº 15.153/2025, após derrubada de vetos pelo Congresso.
Isso cria um novo “item de orçamento” que não existia para A e B em muitos cenários anteriores. O preço do toxicológico varia por região e laboratório; há referência de variação na faixa de aproximadamente R$ 100 a R$ 160 em divulgações após a mudança.
Quanto custa tirar CNH em 2026 passo a passo
A seguir, um roteiro prático do que você paga (e quando paga), para evitar surpresas.
Passo um: abrir o processo e entender o que é cobrado pelo Detran
Normalmente você vai iniciar o processo no Detran (ou posto/Ciretran credenciado). Aqui podem entrar:
taxa de serviço de habilitação/abertura do processo
taxa de coleta biométrica
eventuais taxas de agendamento
Esses valores são estaduais. O ponto aqui é: em 2026, com o teórico mais flexível, você deve separar mentalmente o que é taxa pública do que é serviço privado.
Exemplo típico: o candidato paga o básico do Detran para estar “apto a seguir”, mas escolhe onde fará o teórico.
Passo dois: exames (médico e psicológico) com teto nacional
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Em 2026, uma regra prática para seu orçamento:
Exames médico + psicológico: tendem a ficar limitados pelo teto nacional (referência recorrente: R$ 180 no total)
O que isso muda na prática?
Você deve exigir cobrança dentro do teto quando aplicável.
Ainda assim, pode haver diferenças operacionais (credenciamento, agenda, logística, reexames), então seu custo real pode envolver deslocamento, segunda ida, etc.
Passo três: curso teórico (onde você pode economizar muito)
Aqui está um divisor de águas em 2026.
A Resolução Contran nº 1.020/2025 prevê que o curso teórico pode ser feito por diferentes entidades, inclusive pelo órgão máximo executivo da União em EaD, e que o curso teórico não está sujeito a carga horária mínima pré-definida.
Na prática, você tem dois caminhos comuns:
Caminho econômico: fazer o teórico em canal oficial digital (quando disponível para seu caso) e pagar apenas o que for inevitável
Caminho tradicional: contratar o pacote teórico da autoescola (às vezes por preferência, suporte, sala de aula, rotina guiada)
Importante: “poder fazer fora” não significa que em todo estado o fluxo operacional seja idêntico, então a regra de ouro é: você escolhe o provedor do teórico, mas precisa cumprir o que o Detran local exige para registrar a conclusão no processo.
Passo quatro: prova teórica (taxa pública) e eventuais reprovações
A prova teórica normalmente envolve:
taxa de exame teórico
custo indireto de deslocamento e tempo
Se reprovar, normalmente paga novamente a taxa e, em alguns casos, pode optar por reforço de estudo (custo privado) antes de tentar de novo.
Passo cinco: aulas práticas (o maior custo em 2026)
Se existe um “vilão” do orçamento, quase sempre é aqui.
O custo das aulas práticas varia por:
categoria (A, B ou AB)
quantidade de aulas necessárias (mínimo vs. o que você realmente precisa)
valor por aula/pacote, e se o pacote inclui agendamento e taxas internas
cidade e demanda (capitais tendem a ser mais caras)
necessidade de aulas extras por insegurança, ansiedade, falta de experiência, etc.
Estratégia prática para economizar sem “chutar o balde”:
não compre “pacotão premium” sem entender o que ele inclui
confirme se a autoescola está te vendendo algo que você não é obrigado a comprar (principalmente no teórico)
pergunte o preço da aula extra e da remarcação antes de fechar
Passo seis: prova prática, reprovações e custos “escondidos”
A prova prática costuma envolver:
taxa pública de exame prático
custo do uso do veículo/estrutura do CFC no dia (muitas autoescolas embutem isso no pacote; outras cobram separado)
Se reprovar, você pode ter:
nova taxa de prova
custo de “aula pré-prova”
custo de remarcação
e o custo emocional/tempo (que muitas vezes leva a comprar mais aulas)
Passo sete: emissão da PPD e depois a CNH definitiva
Após aprovação, você paga pela emissão (em muitos estados há taxa). E, com mudanças recentes, a CNH pode existir em meio digital e/ou físico, com tendência de reforçar a validade da versão digital, o que pode afetar a decisão de pagar impressão/expedição física em alguns cenários.