
O embate entre o TCU (Tribunal de Contas da União) e o BC (Banco Central) no caso Master cresce e eleva a crise institucional em Brasília. O TCU avança, o BC reage, e vem uma nova rodada de provocações.
Sim, provocações, porque o fundamento jurídico para a atuação do TCU vai ficando cada vez mais frágil. Nesta terça-feira (6), o Banco Central respondeu ao pedido de inspeção do tribunal para que ela não seja uma decisão da cabeça de um único ministro, como tem sido.
Na outra ponta, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, pediu apoio aos colegas e defendeu que ninguém no Brasil está imune ao controle externo. Até aqui, a atuação do relator Jhonatan de Jesus é vista como uma tentativa de proteger o patrimônio do Banco Master e, de seu controlador, Daniel Vorcaro, acusado de crimes financeiros.
Ora, o TCU atua apenas sobre recursos da União, não de privados. Quanto mais a política domina o caso, mais imprevisível vai ficando o desfecho dessa história.