Bahia, 02 de Agosto de 2021
Por: CNN Brasil
20/07/2021 - 06:58:35

O primeiro semestre de 2021 foi bastante aquecido para o comércio eletrônico. Entre janeiro e junho, o índice MCC-ENET, que acompanha sistematicamente a evolução dos preços do varejo online brasileiro, registrou uma alta de 13,05% nas vendas e de 24,15% no faturamento do setor no Brasil. Ao mesmo tempo em que cresce o número de adeptos às compras online, aumentam também os crimes cibernéticos. 

A empresa de antifraude em pagamentos online Konduto, que tem entre seus clientes gigantes como iFood e Linx, afirma que, em junho, das mais de 25 milhões de compras analisadas no ecommerce brasileiro, 280 mil eram fraudulentas. Número maior do que de maio, quando foram analisadas 26,9 milhões de compras e, deste total, 264 mil eram de fraudadores. 

Quando se coloca em reais, os números assustam bastante. Em junho, a companhia evitou mais de R$ 96 milhões em compras fraudulentas na internet — o que representa um aumento de 30% em relação a maio, quando o valor foi de R$ 74 milhões.

Segundo a companhia, em dados enviados com exclusividade ao CNN Brasil Business, o motivo para a alta nas fraudes em junho foi a comemoração do Dia dos Namorados, que fez com que mais criminosos virtuais tentassem realizar compras falsas no e-commerce. 

“A cada grande data comemorativa percebemos que os fraudadores estão gradualmente intensificando suas investidas. Mas, ao mesmo tempo em que eles mudam e aumentam suas táticas, nós também trabalhamos com mais afinco para melhorar nossos sistemas e evitar que os golpes aconteçam”, afirma Tom Canabarro, CEO e cofundador da Konduto, que, em 2020, analisou o risco de mais de 244 milhões de pedidos, ajudando o e-commerce a evitar um prejuízo superior a R$ 1,3 bilhão em fraudes.

Os homens são maioria das vítimas de golpes financeiros. De acordo com uma pesquisa conduzida pelo Centro de Estudos Comportamentais da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no Rio de Janeiro, eles representam 91% das vítimas. 

O levantamento foi feito com mais de 1.000 entrevistados e 17% dizem que sofreram, ou desconfiam que sofreram, fraudes.

Além da maioridade masculina, os dados apontam que 35,5% têm de 30 a 39 anos. Outros 23% possuem renda entre dois e cinco salários mínimos. 

Já quanto aos principais motivos que levaram as vítimas a cair em golpes estão: pessoas conhecidas (28,1%), propostas pelo WhatsApp (27,5%) e criptomoedas (43,3%).

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