
Com a eleição de Rui Costa (PT) para o Senado Federal pela Bahia, no último domingo, 4 de outubro, o presidente estadual do Avante, Ronaldo Carletto, também assegurou uma posição estratégica: tornou-se o primeiro suplente do futuro senador.
Rui Costa foi o mais votado para uma das duas vagas da Bahia, com mais de 4,3 milhões de votos, e terá mandato de oito anos, a partir de fevereiro de 2027. Carletto integra oficialmente a chapa como primeiro suplente, tendo Jailma, do PT, como segunda suplente.
A possibilidade de Carletto chegar ao Senado, portanto, existe, mas depende de uma eventual saída de Rui Costa do cargo. Uma das hipóteses seria a volta do petista ao governo federal para ocupar um ministério em um eventual novo governo Lula.
Politicamente, entretanto, essa possibilidade ainda está distante de ser uma definição. Rui Costa deixou a Casa Civil em abril de 2026 para disputar o Senado e, neste momento, o resultado eleitoral apenas assegura sua cadeira na Casa Alta a partir de 2027.
Nos bastidores da política baiana, a eventual volta de Rui ao governo federal dependeria, naturalmente, da composição do próximo governo e das relações políticas que serão construídas após a eleição presidencial.
Há também avaliações divergentes sobre a trajetória de Rui Costa dentro do governo Lula. Setores políticos já apontaram a existência de divergências e desgastes internos envolvendo o ex-ministro, enquanto seus aliados sustentam que ele mantém influência e trânsito político no campo governista. Por isso, qualquer conclusão sobre uma eventual indicação ministerial neste momento deve ser tratada como possibilidade, e não como fato consumado.
Para Ronaldo Carletto, entretanto, a eleição de Rui Costa representa um resultado político concreto: ele sai das urnas como primeiro suplente de um senador eleito pela Bahia e passa a ter uma possibilidade institucional de chegar ao Senado durante o mandato, caso a vaga venha a ser aberta.
Já o resultado da eleição presidencial poderá influenciar diretamente o cenário político de 2027, mas não determina, por si só, a permanência ou a saída de Rui Costa do Senado.