Bahia, 28 de Fevereiro de 2026
Por: veja.abril.com.br
28/02/2026 - 07:57:04

Os Estados Unidos atacaram o Irã, na madrugada deste sábado, 28. Explosões foram ouvidas no centro da capital, Teerã. Ainda não há informações quanto ao número de feridos e mortos.

A ofensiva foi uma ação coordenada com Israel, país próximo, que é inimigo histórico do regime dos aiatolás que comandam o país persa.
O presidente americano, Donald Trump, confirmou os ataques e disse que o objetivo é defender o povo americano e garantir “que o Irã não terá uma arma nuclear”.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz é uma das poucas autoridades a se pronunciar ate o momento. Ele classificou o ataque como sendo “preventivo”, ordenado para “evitar ameaças”. Um dia antes dos ataques, na sexta-feira, Washington já havia recomendado que cidadãos americanos deixassem Israel e autorizado a saída de funcionários do governo considerados não essenciais e de seus familiares.

Negociações inconclusivas

Na quinta-feira, representantes dos dois países encerraram seis horas de negociações em Genebra sem avanço concreto sobre a principal exigência americana: o desmantelamento completo do programa nuclear iraniano. Visto como a possível última saída diplomática, o encontro foi a terceira tentativa de retomar um acordo desde a guerra de junho de 2025, quando os Estados Unidos bombardearam instalações nucleares e militares iranianas durante o conflito entre Israel e Irã.

Em relatório reservado a seus 35 Estados-membros, a agência Internacional de Energia Atômica afirmou que o Irã estocou parte de seu urânio altamente enriquecido em uma área subterrânea do complexo nuclear de Isfahan, no centro do país. É a primeira vez que o órgão vinculado à ONU especifica o local onde o
material com grau de pureza de até 60% estaria guardado. O patamar está tecnicamente próximo dos 90% de enriquecimento considerados necessários para a produção de uma arma nuclear.

A tensão em torno do programa nuclear iraniano se intensificou após a erosão do acordo firmado em 2015, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global, que impunha limites rígidos ao enriquecimento de urânio em troca do alívio de sanções. Desde a saída unilateral dos Estados Unidos do pacto, durante o primeiro mandato de Donald Trump, o Irã ampliou progressivamente seus níveis de enriquecimento e reduziu a cooperação com inspetores internacionais.

Ao mesmo tempo em que o campo diplomático encontrava dificuldades para avançar, os EUA seguiam acumulando poderio bélico ao redor do Irã. Na quartafeira, 25, Washington enviou uma dúzia de caças F-22 para a região, que já contava com dois porta-aviões, 12 contratorpedeiros e três embarcações de combate.
Ao todo, os EUA reuniram sua maior força militar no Oriente Médio desde a invasão ao Iraque, em 2003.

 

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