
O vereador Bolinha voltou a subir o tom contra a gestão do prefeito Jânio Natal (PL) ao denunciar o projeto que autoriza a Prefeitura de Porto Seguro a contratar um novo empréstimo de R$ 50 milhões junto à Caixa Econômica Federal.
Para o parlamentar, a medida é mais um passo em direção a um cenário que ele classifica como “colapso financeiro” dentro da administração municipal.
“Porto Seguro não é caixa eletrônico e nem cheque em branco”, disparou Bolinha, ao criticar o que chamou de endividamento sem planejamento e sem transparência.
Dívidas acumuladas e alerta sobre rombo nas contas públicas
Bolinha também chamou atenção para o histórico recente de empréstimos feitos pela Prefeitura. Segundo ele, o município já teria contratado dois empréstimos junto ao Banco BRB, instituição que, conforme o vereador, está envolvida em polêmicas nacionais, citando inclusive a ligação do banco com o escândalo do chamado “banco Master”.
De acordo com as contas apresentadas pelo parlamentar, a dívida acumulada do município com essas operações já alcançaria cerca de R$ 290 milhões.
“Agora o prefeito quer acrescentar mais R$ 50 milhões nessa conta. É uma bola de neve que pode explodir no colo do povo”, alertou.
Dívida milionária enquanto serviços básicos enfrentam crise
A denúncia ganha ainda mais peso diante da realidade enfrentada pela população. O vereador afirma que Porto Seguro vive dificuldades claras em áreas fundamentais:
• falta de medicamentos em unidades de saúde
• pacientes aguardando cirurgias
• escolas precisando de manutenção urgente
• transporte público precário para trabalhadores
Mesmo assim, a Prefeitura pretende assumir mais uma dívida milionária, utilizando receitas do município como garantia.
“O risco é simples: se der errado, quem paga a conta é o cidadão, com menos recursos para saúde, educação e serviços básicos”, disse.
Sem lista de obras e sem debate público
Outro ponto levantado por Bolinha é a ausência de informações concretas sobre o destino do dinheiro. Até o momento, não há apresentação detalhada de:
• quais obras serão realizadas
• quais prioridades serão atendidas
• quais metas justificam o empréstimo
Para o vereador, trata-se de uma autorização ampla e perigosa, baseada apenas em promessas vagas.
“Não há transparência. Não há prioridades claras. Só promessa vaga e dívida certa”, afirmou.
População quer saber: até quando Porto Seguro vai pagar essa conta?
A proposta do empréstimo deve gerar forte discussão na Câmara Municipal e entre os moradores, principalmente diante das demandas urgentes da cidade e do volume de dívidas já acumuladas.
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