O vereador reeleito Adriano Cardoso continua preso no Complexo Policial de Eunápolis, sob a acusação de posse ilegal de arma de fogo. Em sua residência, foi encontrada uma pistola 9 milímetros com a numeração raspada, escondida dentro da caixa acoplada de um vaso sanitário. Esse tipo de delito pode ser passível de fiança. A audiência de custódia está marcada para a próxima segunda-feira, 4 de novembro.
Os advogados de Adriano estão buscando a concessão de liberdade provisória e respeitam as decisões que forem proferidas pelo juiz. A defesa alega que Adriano Cardoso se apresentou voluntariamente à Delegacia de Polícia, está disposto a colaborar plenamente com a investigação e a responder todas as perguntas sobre os documentos encontrados em sua casa. A defesa também argumenta que esses documentos envolvem outras pessoas.
Outro ponto em análise é se os documentos encontrados na residência de Adriano teriam beneficiado a campanha do candidato a prefeito Neto Guerrieri e seu vice Kaká Resolve. A documentação é extensa e inclui registros de atendimentos nas áreas de neurologia, fisioterapia, cirurgias, psicologia, entre outros, que teriam sido usados para embasar a campanha do vereador, o que pode acarretar sérias implicações.
Em relação à posse da arma com numeração raspada, os indícios são considerados fortes, indicando autoria e materialidade do delito. Advogados entendem que posse de arma em situação irregular, mesmo escondida no ambiente residencial é um crime grave, e que Adriano estava consciente dos riscos legais.
Na audiência de custódia, o juiz deverá decidir sobre a prisão preventiva do vereador no que diz respeito à posse da pistola. No que se refere à documentação apreendida, o caso será remetido à Justiça Eleitoral, uma vez que pode configurar crime eleitoral.