Bahia, 11 de Agosto de 2022
Por: Divulgação
06/08/2022 - 06:29:12

Os barraqueiros da Praia de Mucugê em Arraial Dajuda, Porto Seguro – BA, estão em estado de choque diante das recentes informações de que podem sofrer intervenções de órgãos do governo, culminando com o fechamento de seu ambiente de trabalho.

As barracas da praia de Mucugê estão passando por processo de regularização, para adequação da estrutura física às regras de ordenamento urbanístico e ambiental.

Trabalhando há mais de 50 anos alvarás em dia, os barraqueiros relatam que o uso do espaço sempre foi de conhecimento de todos os órgãos municipais, estaduais e federais, entre eles Secretaria de Municipal de Meio Ambiente, IPHAN, SPU, etc. 

Ocorre, que as barracas hoje estão correndo risco de fechamento, supostamente, em razão de interesses ocultos de empreendimentos imobiliários que querem se instalar na localidade e assim se apossarem do espaço utilizado pelos barraqueiros, que possuem cadeia de documentos que comprovam décadas de exploração de comércio.

Os barraqueiros do Mucugê estão organizados mediante associação ABRAPROSUL – Associação de Barraqueiros da Orla Sul, e seu presidente, Sergio Murilo, conversou com a editoria esclarecendo o seguinte: “Aqui estamos instalados há muito tempo. De onde tiramos o sustento de nossas famílias e a possibilidade de perdermos o nosso ganha pão deixa todos os barraqueiros desesperados. Estamos com projeto aprovado pelo IPHAN. Seguimos os mesmos trâmites realizados na praia de Pitinga e o mesmo órgão que aprovou a regularização da praia de pitinga, é o órgão que hoje quer nos tirar da praia e impedir a nossa sobrevivência. Estamos colaborando com a regularização e investindo o que podemos e não podemos, mas parece que algo maior está por trás. Clamamos ajuda do prefeito Janio Natal, dos vereadores, do juiz federal, de Deus e de quem mais puder nos ajudar”

O presidente da associação informou que no dia 09/08 serão realizadas audiências na Justiça Federal, por meio das quais o juiz pode determinar o fechamento, caso a SPU – Secretaria de Patrimônio da União, continue com entendimento de que a praia não é passível de regularização, como já ocorreu em algumas barracas que recorreram a Brasília para poder trabalhar.

A editoria do site acompanhará o desenrolar dessa história cercada de mistérios e que está intrigando moradores e autoridades locais.

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