Bahia, 20 de Maio de 2022
Por: CNN Brasil
25/01/2022 - 15:42:43

Apesar da variante Ômicron e da instabilidade econômica no país, os comerciantes brasileiros nunca estiveram tão confiantes para o fim da pandemia de Covid-19 e a retomada da economia no Brasil. É o que aponta um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), divulgado nesta terça-feira (25), atingiu 121,1 pontos em janeiro, segunda alta consecutiva do indicador.

Dessa forma, o otimismo do setor só não está maior quando comparado com março de 2020, momento em que a confiança do empresariado registrou 128,4 pontos, ainda sem perceber o impacto da crise sanitária.

“Ainda temos muitas dificuldades econômicas no Brasil, como a alta nos juros, a inflação e a variante Ômicron. É um cenário difícil para o empresário brasileiro, mas, atualmente, as partes positivas superam as dificuldades e trazem uma conjuntura favorável para o país”, explicou a coordenadora da pesquisa e economista da CNC, Catarina Carneiro da Silva.

“É claramente perceptível que as pessoas voltaram a circular na rua, mesmo com o aumento de casos da Ômicron. É uma variante com alta transmissibilidade, mas com menor agressividade. O setor está bem confiante para ver cada vez mais a recuperação desse movimento do público”, complementa.

O indicador ICEC mostra ainda que 39,6% dos empresários brasileiros já percebem uma melhora econômica em 2022, enquanto 54,7% acreditam em uma recuperação a médio prazo.

Como consequência do resultado otimista, 68,9% dos varejistas afirmaram ter a intenção de aumentar o contingente de funcionários ao longo dos próximos meses.

“Durante a pandemia, o número de funcionários diminuiu bastante. Sem movimento e com os estabelecimentos fechados, os empresários foram obrigados a dispensar esses trabalhadores. Agora com esse retorno de movimento, os comerciantes vão precisar desses funcionários de volta. O mercado de trabalho está aumentando e o setor já voltou a contratar”, destacou Catarina Carneiro da Silva à CNN.

Os dados regionais mostram que os comerciantes do Sudeste do Brasil, região que tem mais de 50% dos estabelecimentos do setor, são os que mais recuperaram o otimismo no último ano. Dados da CNC apontam que o otimismo dos empresários desta região cresceu 23,2% em janeiro de 2022, quando comparado com o mesmo mês do ano passado.

Em relação à categoria dos produtos, os itens mais baratos ainda são os mais buscados pelos consumidores em janeiro. A demanda pelos bens semiduráveis e não duráveis tiveram uma alta anual de 25,2% e 10,8%, respectivamente.

E, apesar de serem os menos procurados pelos brasileiros em janeiro, os bens duráveis, com maior valor agregado, como eletrodomésticos, tiveram um crescimento de 9,5%.

“O Sudeste tem a maior concentração do comércio nacional e, por isso, foram esses empresários que mais se beneficiaram do retorno. Dentro do setor em geral, os comerciantes que mais se beneficiaram foram os que vendem produtos mais baratos, e não aqueles que comercializam bens duráveis, ou seja, produtos mais caros”, afirmou a economista da CNC.

“O fôlego financeiro não está totalmente recuperado ainda, foram muitos meses da pandemia. Produtos caros ainda não estão sendo adquiridos com voracidade pelos consumidores”, finalizou.

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