Bahia, 12 de Agosto de 2022
Por: Bahianoticias e agazetabahia
11/01/2022 - 12:31:42

Conforme matéria postada no site Bahianoticias, nesta terça-feira, 11, diante de  uma pandemia de Covid-19 e diversos surtos de gripe (H3N2) no estado, um sinal de alerta se acende para os poderes públicos. A segunda-feira (10) foi marcada por uma série de anúncios, a nível municipal e estadual, visando frear o avanço das contaminações pelo SarsCov2. Diante deste cenário, o Conselho Estadual de Saúde da Bahia (CES-BA) demonstra preocupação e defende a adoção de medidas mais restritivas.  

Para o presidente do CES, Marcos Sampaio, o momento é considerado crítico. De acordo com ele, o número de pessoas que estão aguardando regulação para leitos, além dos indicadores de ocupação destes, já demonstram a necessidade de recuo nas medidas de flexibilização. 

“Um momento muito crítico. Os indicadores, em alguns aspectos, são piores do que no início da pandemia. Estamos vivendo, em minha opinião, uma quarta onda, e precisamos ter muita atenção. O indicador mais importante neste momento está sendo as portas de entrada dos atendimentos de urgência e emergência, tanto públicas quanto privadas. O tempo de espera. Os trabalhadores começam também a dar sinais de cansaço”, avaliou. 

Nesta segunda, o secretário da Saúde de Salvador, Léo Prates, afirmou que a cidade "não vai comportar" a alta demanda de pacientes do interior do estado que vêm se tratar na capital. "Eu fui diretamente nas UPAs, funcionando aos fins de semanas, os multicentros, a vacinação. Precisamos que todos façam esforço, governo federal, do estado, as prefeituras, porque sozinhos não vamos suportar. A gente ouve falar que o Ministério [da Saúde] quer reduzir o financiamento para as prefeituras. Seria o colapso final do Sistema de Saúde, porque a maioria não vai suportar", disse.

O prefeito Bruno Reis, por outro lado, destacou que a capital tem realizado "uma série de manobras" para evitar problemas, e garantiu que, "neste momento, não há como ter um colapso no Sistema de Saúde". Na opinião do gestor, colapso significa "fechar a porta da UPA [Unidade de Pronto Atendimento] e deixar de atender".

De acordo com o último boletim epidemiológico emitido pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), nesta segunda-feira (10) a Bahia registra uma taxa de ocupação de 44% nas enfermarias adulto, 68% nas enfermarias pediátricas. Já as unidades de tratamento intensivo (UTIs) têm uma ocupação de 83% na pediátrica e 63% na adulto.
Nos municípios da Costa do Descobrimento, no extremo sul da Bahia, os sintomas gripais atingem grande parte da população.

Em Eunápolis, o HGE, principal unidade pública de Saúde está tendo dificuldades para atender tantos pacientes que ali estão chegando diuturnamente. 
Nunca se vivenciou tamanha situação.

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